BORBOLETAS... NA JANELA
A vidraça deixando a mostra o ambiente
lá fora
A verde mata
E as borboletas a espreitar
quase a desanimar
Batem as asas
Chocam-se contra o vidro
E os olhos da menina presos nelas
Achando-as tão belas
Tão belas
E frágeis
As pequenas mãos incapazes de abrir a
vidraça
...
De repente uma corrida à cozinha
...
E Tonha vindo enxugando as mãos no
avental
-- Tonha socorra as pobrezinhas!
-- Como entraram aqui?
-- Pela porta aberta, Tonha. Abra,
abra!
-- Já abro, menina, já abro
...
E as borboletas a voar
lá fora
E o olhar
O olhar de Mariana descansando nas
mãos de Tonha
Tão suaves, tão acariciadoras, tão
trabalhadoras e libertadoras
sonia delsin

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