DE LEMBRANÇAS TANTAS... TANTAS
venho de estradas empoeiradas
de capelas desabadas
venho de mãos ajuntadas
de costas curvadas
venho do vento lambendo ruas
de luas
venho do sol poente alaranjando tudo
e venho do vento
do vento que tudo leva
até a lágrima contida
venho carregando uma bandeira branca
ela se balança e eu...
... eu ajunto pedras
e lavo os peixes
eu desabo no gramado
ergo a voz
chamo o prado
de meu, de meu
e confidencio ao vento
ali, bem defronte ao lago,
num canto do passado
mora uma menina de olhinhos de
estrelas
e um lindo menino que esqueceu o
embornal
dependurado
sonia delsin